(Mauro Nunes / Mauro Nunes e Pedro
Antunes)
Fiz
um birinaite que subiu pra minha cabeça
Da
dádiva da cana-de-açúcar destilada
E só
me vi normal quando o sol se pôs
Gosto
de quem gosta de um sonzinho lá nas
nuvens
Mesmo
na alta da noite e eu não
Tenho
medo de ter medo antes das dez e muito
menos depois
Depois das dez quase tudo é permitido,
só o silêncio que não
Depois das dez quase tudo é permitido,
só o silêncio que não
Sigo
o dia inteiro censurado
Esperando as vinte e duas chegar
E
quando vem a hora de dormir
Eu me
preparo pra sair por aí
Faço
o que eu quero, faço o que eu gosto
Só
vejo um erro se eu me arrepender
Então
me diga por favor
Que a
noite veio e a censura acabou
Depois das dez quase tudo é permitido,
só o silêncio que não
Depois das dez quase tudo é permitido,
só o silêncio que não
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