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Por
que a banda se chama Os Donos do Mundo?
Pedro:
E por que não? (Caramba, perguntam isso toda hora...) Qual o problema com
esse nome? Estamos de saco cheio de tudo o que estão fazendo de errado neste
mundo, com as pessoas, com o planeta, com a civilização. Queremos é paz e
amor, com clichê e tudo, queremos construir, já tem gente demais pra ferrar
com tudo. Não queremos acrescentar nem mais um pingo de desgraça nesse
mundo.
Mauro:
É o seguinte: nós somos os mocinhos, entende?
Pedro:
ahahahahahahaha.......
Então vamos
lá: qual é a de vocês, qual é a música que rola, qual é a da banda Donos do
Mundo?
Mauro:
Somos uma banda de Brasília interessada em fazer sucesso, ganhar dinheiro
honestamente e tocar boa música. Renovar o cenário atual brasileiro... e
espalhar amor por aí.
Pedro:
E amava mesmo assim...(cantarolando)
Parece que
vocês zeraram o velocímetro e não querem ficar falando de caminhos
percorridos, outras bandas, outras vidas musicais aqui na capital do rock.
Isso significa que vocês atingiram um outro nível de criação, de maturidade,
que partiram pra outra?
Pedro: A gente se espelha nas grandes bandas brasileiras, das quais diversas saíram
daqui. Eu zerei o meu histórico na cidade. Vou considerar que aqui é meu
ponta-pé inicial.
Mauro: Banda nova, vida nova!
E a parceria
Mauro-Pedro, como nasceu, quanto tempo tem e como se mantém? Vocês têm
muitas afinidades ou brigam muito? O que mais um admira no outro?
Pedro:
Eu entrei numa banda em que ele já tocava, um ou dois anos antes dela
encerrar suas atividades. Compartilhávamos da mesma idéia: gravar um CD para
poder trabalhar, ao invés de tocar por aí sem CD. As pessoas pediam o
registro, cobravam as músicas gravadas e a gente não tinha nada. Não
podíamos tocar em rádio, mandar exemplares pra gravadoras e nem participar
de muitos festivais, os quais pediam o registro das músicas no ato da
inscrição. Eu acredito que nasceu dessa afinidade de idéias e de nos
tolerarmos bastante. Já deve ter uns 5 anos que agüento ele. Ele me irrita
sempre, pois é irredutível em algumas idéias, mas aprendi a aceitar, pois
ficou provado que na maioria das vezes ele acerta. Admiro a vontade que ele
tem de vencer e as habilidades de escrever letras e tocar vários
instrumentos.
Quando
decidiram gravar esse primeiro CD e como é que as coisas aconteceram, como
vocês arranjaram, tempo, dinheiro, ânimo?
Pedro:
O Mauro um dia me chamou pra gravar uma música (Mesmo Assim).
Gravamos rapidamente e cada um foi pro seu lado. Percebi com o tempo que as
mulheres adoravam a música. Perguntei se ele tinha mais e acabamos gravando
a segunda (Parte de Você). Consegui o mesmo “feedback” da primeira.
Percebi a mina de ouro que era essa parceria e pentelhei até ele aceitar
gravar um CD inteiro comigo. Ânimo a gente sempre teve.
E há quanto
tempo vocês estão trabalhando nesse CD?
Pedro:
Sei lá, acho que uns 2 anos... Toda hora o Mauro pede pra colocar mais uma
música, ele se empolgou bastante...
Mauro: Eram 10, inicialmente. Terminamos em 14, mas o CD sairá com 12. A música
Parte de você mudou completamente umas 2 vezes. Daí já dá pra tirar
alguns motivos da demora.
Pedro:
Confesso que me opus à entrada de algumas dessas novas músicas, mas depois
de ouvir o resultado final tenho que dar o braço a torcer. Ficaram
excelentes.
E apesar dos sacrifícios,
valeu a pena? Vocês sentem que estão correndo atrás do sonho de vocês, vocês
acreditam, botam fé no que fazem?
Mauro:
Nós temos tudo pra dar certo. Nós somos bons no que fazemos, tivemos
experiências e aprendemos com os erros e com os acertos, nos esforçamos pra
melhorar dia após dia, enfim, nós acreditamos em nós e temos certeza que o
público vai acreditar e gostar.
Falem sobre
as músicas que estão no CD. Quem compôs, quem fez letra, música, arranjos,
enfim, a ficha técnica.
Pedro:
As letras são do Mauro - as minhas ainda estão em processo de
amadurecimento. Tenho buscado aprender com ele, inclusive. Os arranjos
variam de música pra música. Normalmente o Mauro já chega com a harmonia
pronta. Discutimos a estrutura da música, eu faço as guitarras, ele imagina
a bateria e eu dou pitaco. Ele faz as linhas de baixo e teclado. Mas nada é
gravado se não for de comum acordo. Também temos de agradecer muito ao
Paulinho Moreno, do estúdio Total Mastering, que gravou a gente. Ele ajudou
muito, colaborou muito, enfim, fez parte da produção. Nos referimos a ele
como o terceiro integrante nesse CD. E tivemos a sorte de contar com o
excelente baterista que é o Kaká Barros e com o Marcos China, um craque em
percussão.
Mauro: E mais os deuses, os astros, os anjos a favor...
Quase todas
as músicas do CD são românticas, falam de amor. Aliás, todos os melhores
músicos de todos os tempos cantaram o amor e as músicas não morrem nunca,
estão sendo sempre reinterpretadas, e isso quer dizer que o amor é um tema
eterno. É assim pra vocês, vocês acreditam tanto no amor a ponto de cantá-lo
em verso e música?
Pedro:
É o sentimento bom mais comum a todos seres
humanos, o que mais gostamos de sentir e por incrível que pareça é o que
mais falta no mundo atualmente. Por isso acho importante cantar sempre o
amor. O amor é engraçado. O amor é outro clichê, duvido que exista alguém
que nunca tenha pensado ou falado de amor, que nunca tenha vivido ao menos
uma história de amor.
Me disseram
também que as músicas do CD são dedicadas às mulheres...ou será que me
disseram que vocês são mulherengos...?
Pedro:
Hahahahahaha... Quem escreve as letras é ele! Acabou que as mulheres gostam
mais, são mais românticas, se identificam mais. Confesso que direcionamos as
músicas para elas... Agora, se somos mulherengos? NÃO! Coloca aí que não!
Mulheres não gostam de homens mulherengos. Escreve aí que eu sou pra casar!
Mauro:
Mulherengo é pejorativo... A gente gosta de mulher, normal...
Música e
mulher (ou mulher e música). Está de bom tamanho pra vocês ou querem mais
alguma coisa? Dinheiro, por exemplo, o vil metal...
Mauro:
Alguém precisa pagar o seguro do meu carro, né? O que mais quero é viver de
música. Fazer o que mais gosto, de forma decente, e ser remunerado por isso.
E o que
vocês pretendem fazer a partir de agora – divulgar, fazer shows, tentar uma
gravadora? É tipo segredo de marketing ou podemos saber?
Pedro:
Vamos fazer tudo isso aí e muito mais. Acho que chegamos na hora certa.
Não é todo
dia que se conversa com “os donos do mundo”. Espero que esta entrevista seja
histórica.
Pedro: Pode apostar. Mas você também é dono do mundo, você faz a sua parte. Pra ser
dono do mundo é preciso apenas ter responsabilidade, cuidar da natureza e
das pessoas, pacificar. O mundo precisa de paz.
Mauro: Quer o exemplo mais simples? Se você planta uma árvore você já está agindo
como um dono do mundo, está ajudando a preservar o único ambiente que você
tem pra viver.
Como é que o
público, principalmente o feminino, e os produtores e donos de gravadoras
(atenção, caçadores de talentos!) entram em contato com vocês?
Mauro:
Muito fácil (viva a internet!). Nosso e-mail é
donosdomundo@gmail.com, nosso site é o
www.donosdomundo.com...
Pedro:
...e ainda tem outros endereços na net onde disponibilizamos até músicas para
ouvir e baixar. O Google ajuda a nos achar. Aliás é interessante essa busca,
você vai ver milhões de referências sobre supostos “donos do mundo”...
Mauro:
E os telefones para contato são (61)-8481-2124/8408-1223.
Valeu Pedro,
valeu Mauro. Agora vou ver a Amanda. Soube que já tem até comunidade de
“Amandas” no Orkut por causa da música...
Entrevista
concedida em 1/4/2007.
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